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Gilberto Moreira da Silva, Dirigente do Serviço Público
Gilberto Moreira da Silva
Comentário · há 3 anos
Perfeito nobre magistrado e obrigado por entender que o sentido de minhas críticas, em que pese muitas vezes contundentes, é o de ser sempre construtivo e sempre pautada na devida vênia. Eu, assim como Vossa Excelência, também sou um cidadão indignado com a corrupção e principalmente com o caos que a Pátria está vivendo nestes tempos insalubres, com crises sociais e econômicas das mais variadas, até mesmo inseguranças jurídicas – o Sr. bem sabe disso. Já vivi o suficiente para perceber que a esperança esvaiu-se, mas ainda está dentro de minhas íntimas expectativas. Após a vitória nas eleições presidenciais de 2002, em sua primeira entrevista como presidente eleito, Lula afirmou que a “esperança venceu o medo e hoje eu posso dizer para vocês que o Brasil mudou sem medo de ser feliz!” Passados 15 anos daquela quebra de paradigma, percebe-se que o medo foi vencido, mas não ferido de morte e hoje vem paulatinamente ressurgindo no seio de nossa Pátria e matando a esperança, agredindo nossas possibilidades de desejos de sermos felizes. Desejar um País melhor é dever cívico de todos nós e também tê-lo melhor é um direito garantido em nossa Magna Carta em seus direitos fundamentais. Por isso sempre sou muito crítico quando se atropelam tais prerrogativas e vejo com preocupação quando foge-se delas. No mais, entendo que de fato a corrupção está entranhada em nossa sociedade tal como um câncer e já atingindo a metástase, mas não creio que seja culpa dos partidos políticos, mas sim do ser humano que o contaminou toda esta engrenagem. Mudar este caos é possível? Sim, quando atingirmos a maturidade suficiente para podermos expressar o sentido exato da política, qual seja, a ciência da organização, direção e administração de uma nação. Quanto aos casos de corrupção no Judiciário, entendo que pelo cargo que o Sr. ocupa, torna-se complexo formar juízo de valor fora de um contexto processual, mas saiba que há inúmeras situações em que o Judiciário se cala frente as injustiças praticadas, ou em outras frentes toma posicionamentos que ferem princípios estabelecidos em nosso ordenamento jurídico, muitos destes aspectos realizados ou por corporativismo, morosidade e em muitos casos, total despreparo de quem decide. Um fraternal abraço!
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