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20 de Outubro de 2018

Um país sem juízes e por conseguinte, sem democracia!

A quem interessa uma magistratura fraca e sem independência?

José Herval Sampaio Júnior, Juiz de Direito
há 8 meses
Os juízes brasileiros são, ainda são, aqueles a quem o cidadão pode recorrer.


A magistratura vivencia um dos momentos mais difíceis de sua história. A ineficiência Estatal quanto as necessidades básicas da população em saúde, educação e segurança pública, nesta última se incluindo o combate aos crimes contra o erário e os atos de improbidade administrativa, outorgaram ao Judiciário um protagonismo social jamais visto.

O Judiciário alcançou a condição de salvaguarda de interesses os mais diversos possíveis, muitas vezes o fazendo além de suas forças. Os juízes brasileiros estão entre os mais operosos do mundo. Uma sociedade de relações massificadas e, portanto, de litígios massificados, fomenta, ainda, uma crise de judicialidade jamais vista.

Soma-se a tudo isto uma campanha massificada, em parte da mídia e redes sociais, comandada por aqueles que sempre se beneficiaram de tal estado de coisas, no sentido de denegrir ao Poder da Nação que começou a se insurgir contra os poderosos econômicos e políticos.

O Judiciário ainda é, no Brasil, a última barreira de proteção dos direitos civis. Os juízes brasileiros são, ainda são, aqueles a quem o cidadão pode recorrer. Mesmo em nossa imperfeição, pois faltam juízes e falta a estrutura para julgar milhões de processos, diariamente os juízes brasileiros, apenas para citar alguns exemplos, concedem inúmeras internações hospitalares, determinam a realização de cirurgias, concedem obrigações de prestação de alimentos a necessitados e lutam contra uma criminalidade organizada que por séculos subtraiu as riquezas deste país.

É nesta realidade que a sociedade, bombardeada por um ataque massivo ao judiciário, orquestrado para deslegitimar e enfraquecer o Poder, não mais consegue enxergar os riscos de se viver num país sem juízes.

Os juízes são a última barreira do arbítrio e do roubo desvelado do dinheiro público, e o único motivo pelo qual se tem atacado tanto ao Judiciário, em especial a magistratura de primeiro e segundo graus, isto é, os juízes que julgam os processos da maioria dos cidadãos, ocorre unicamente porque nesta última década o país alcançou um plano efetivo de combate à corrupção como nunca se teve antes.

A magistratura começou a prender e a condenar os maiores criminosos do país. Grandes empresários e políticos inescrupulosos, que até então se julgavam intocáveis, estão presos ou sendo processados. Seria inocência pensar que se entregariam sem lutar e, para estes, a destruição do Poder Judiciário não é sequer uma alternativa, é uma necessidade.

Mas como se destrói um Poder num ambiente democrático?

Destrói-se um Poder, em um ambiente democrático, deslegitimando-o perante o corpo social.

Destrói-se um Poder vendendo-o como uma casta privilegiada que trabalha pouco e ganha muito.

Destrói-se um Poder sucateando-o, à semelhança do que já se fez com a saúde, a educação e a segurança pública deste país. Nestes três casos com um preço altíssimo para todo o corpo social.

Destrói-se um Poder tornando sua carreira desmotivante e não atrativa. E isto atualmente se intenta no Brasil. Esta é a verdadeira guerra que está sendo travada, onde a derrocada do Poder Judiciário, mais que uma derrota dos juízes, representará deixar a população à mercê dos interesses econômicos que parasitariamente, ao longo dos séculos, sugaram as riquezas deste país.

É nesta grave conjuntura que nos propusemos a renovar a estrutura do nosso associativismo, que precisa sair da letargia e aprender a dialogar com os diversos atores sociais, inclusive com a mídia séria do país, aproveitando os espaços democráticos que se abram ao diálogo para assim demonstrar a importância dos juízes para o corpo social.

É impensável, num país onde não se respeitam os mínimos direitos do cidadão, não se ter um Judiciário independente, sendo missão necessária da Associação dos Magistrados defender os interesses da magistratura sob esta macrovisão, demonstrando para o corpo social que a luta dos juízes deste país, juízes que fora do seu labor, são igualmente cidadãos, é uma luta da própria sociedade, e que a derrota cobrará um preço terrível às nossas futuras gerações.

57 Comentários

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Um judiciário independente é essencial e inerente ao estado de direito. É a primeira e última resguarda dos direitos do cidadão.

Mas um judiciário independente não é a mesma coisa que um judiciário corporatista - aliás, é o exato oposto.

Um judiciário contaminado por interesses de classe não é independente em nenhuma medida. Um judiciário que coloca interesses de seus membros particulares antes dos interesses dos cidadãos está sabotando a democracia e o estado de direito.

A independência do judiciário se dá em relação aos outros poderes e corpos. Nunca da lei e do cidadão.

Defender privilégios e abusos, atacar a lei e a democracia, é tudo o que essas "associações" - um eufemismo para sindicatos - fazem. Defendem a magistratura? Jamais; a magistratura é uma instituição que vai muito além dos indivíduos que a compõem, e não é menos vitimada pela atuação de tais entidades. continuar lendo

Ninguém, neste País, merece melhor acolhida sob todos os aspectos que a Magistratura. É fato que, há muitos juízes alinhados com posições ideológicas contrárias à sociedade, porém, os Magistrados brasileiros, são altamente qualificados e não podem e nem devem estar abaixo de qualquer maior executivo da iniciativa privada. Muitas vezes, sabemos, as distorções são provocadas pelos governantes de plantão que afundam-se, no mar de lama da corrupção, do crime de infindáveis tipificações, levando a Nação, o povo ao abismo, porém, isso não deve retirar dos Magistrados suas garantias, seus direitos, suas vantagens... Quem busca criar direitos que o façam pelos seus méritos, sem necessidade de denegrir a imagem de outras categorias. Sustentamos, com frequência que, em nada contribui para dignificação dos Advogados Juízes, não concursados dos Tribunais Superiores (STF, STJ...), com suas respeitáveis exceções... continuar lendo

Como sempre, uma causa nobre e justa usada para enganar o povo e disfarçar privilégios. Este artigo denigre os nobres magistrados, tornando-os supostos membros de um complô corporativistas, ao invés de mantê-los em sua posição de iguais perante a sociedade.
O Véio continuar lendo

Com todo respeito ouso discordar.
O Juiz nada mais faz do que resolver as querelas propostas nos limites estritos do ordenamento jurídico.
Entendo que é pelo sentimento de justiça que o cidadão, assessorado por seus respectivos Advogados, bate às portas do judiciário em busca de assegurar direitos já contemplados pela respectiva casa legislativa.
Se não existir direito ordenado pelo Poder Legislativo não é lícito ao juiz criá-lo.
Quanto ao combate aos crimes, desvios e abusos, compete primeiramente ao Ministério Público acionar os instrumentos investigativos pré-existentes para, em seguida, demandar junto ao judiciário.
Se não houver prova válida para comprovar o ilícito, ao Juiz compete tão somente declarar a impossibilidade de condenação do acusado.
Juiz não é Deus.
Juiz não é salvador da pátria. continuar lendo

Nem tão simples, nem muito complexo.
".... Se não houver prova válida para comprovar o ilícito, ao Juiz compete tão somente declarar a impossibilidade de condenação do acusado. ...."
Neste caso teríamos que inocentar a Dilminha e pedir desculpas ao Lula-La. O Juiz não pode ser os pratos de uma mesma balança, inertes as massas colocadas. Tem que analisar e julgar de acordo com sua formação, índole e caráter. continuar lendo

Obviamente, o princípio do Devido Processo Legal e a validade das provas devem ser modulados pelos demais princípios aplicáveis à área processual que o caso requerer e aos princípios constitucionais vigentes.
Melhor dizendo, a validade da prova e a forma de apresentá-las em suporte à prolação de uma sentença dependerá da seara do direito em questão.
Um processo de Impeachment, por exemplo, tem viés jurídico/político próprio de um processo especial, iniciado na Câmara dos Deputados e julgado pelo Senado Federal. Seus postulados são bastantes distintos de um processo administrativo, trabalhista, cível ou criminal.
No processo civil, o juiz deve se ater, tão somente, ao caráter formal da prova, sendo-lhe proibido de investigar a verdade real.
No processo penal, ao contrário, torna-se dever julgar a prova em harmonia com a realidade.
Não há nisso qualquer inferência de seu caráter ou ideologia.
Se o juiz deturpar uma prova em razão de sua fé, preconceito ou visão de mundo, compete ao Advogado ou ao órgão do MP, valerem-se dos instrumentos processuais próprios para resistir ao abuso e corrigir o caso.
Não é por outra coisa a exigência de formação em Direito para os três.
O juiz não sabe mais do que o Promotor ou do que o Advogado. Tão pouco tem mais prerrogativas do que as demais partes. continuar lendo

O Brasil não precisa de juízes marajás que se consideram DEUSES e vivem uma realidade completamente diversa da população.
O juiz é um servidor público, e deve efetivamente seguir a vocação de servir a sociedade, como um igual, alguém que presta um serviço essencial, e não como um privilegiado, com um salário altíssimo e inúmeros benefícios.
Com esse tipo de juiz também não se tem democracia... continuar lendo

veja esta noticia:

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/05/15/judiciario-brasil-custa-mais-caroetem-menos-juizes-que-alemanha/ continuar lendo

Sabe o que mais me incomoda???? Os salários dos juizes com todos os penduricalhos, conforme são chamados as diversas vantagens, causam todo esse tumulto. Ninguém fala que o poder judiciário gera dinheiro ao estado, na forma de custas e diversas taxas pagas a cada ação ajuizada. Juizes são pessoas om curso superior, pratica profissional e concursado. Mas, vamos ao que incomoda: porque não fazem a mesma indagação quanto ao legislativo? Já procuraram saber quanto ganha cada deputado, cada senador, estes, sim cheios de penduricalhos, inclusive escritórios em seus estados de origem por conta do erário público? Qual a renda para o erário produzida pelo Congresso Nacional?? E para quem pugna tanto por igualdade, porque não acabar com o tal foro privilegiado, criação do proprio legislativo para beneficiar seus membros??? Se tem explicação, resposta, ou o que quer que seja, esclareça-me, Alex. continuar lendo

O poder Judiciário custou aos cofres públicos R$ 84,8 bilhões de reais no ano passado, mostra o relatório Justiça em Números, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No relatório divulgado no ano passado, referente ao ano de 2015, o gasto foi de R$ 79,2 bilhões.

O relatório foi anunciado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Cármen Lúcia, no início da tarde de hoje. A íntegra do relatório será publicada no site do CNJ.

O valor gasto em 2016 representa 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Quase a totalidade dos R$ 85 bilhões é gasta com a folha de pagamentos, que representa 89,5% (R$ 75,9 bilhões) das despesas. Além dos salários e aposentadorias, entram na conta pensões, encargos, benefícios como auxílio-alimentação, diárias, passagens e outras despesas indenizatórias. A força de trabalho total do Judiciário em 2016 reunia 442.365 pessoas.

Os 10,5% restantes são gastos com despesas de capital (2,2%) – como compra de veículos, equipamentos e programas de informática e demais bens permanentes, aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização e outras inversões financeiras, de acordo com o relatório – e outras despesas correntes (8,3%).

Em 2016, um magistrado do poder Judiciário custou, em média, R$ 47,7 mil por mês aos cofres brasileiros, quase R$ 15 mil a mais que o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 33,7 mil – equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. O gasto médio com cada servidor do poder Judiciário ficou em R$ 13,7, três vezes menor que o com os magistrados. O poder Judiciário tinha cerca de 18 mil magistrados e 279 mil servidores na força de trabalho em 2016.

Dos setores da Justiça, a Estadual é a mais dispendiosa do poder Judiciário brasileiro, consumindo mais da metade do orçamento em 2016. Os tribunais estaduais foram responsáveis por 57% dos gastos, equivalente a mais de R$ 48 bilhões. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS) foi o que mais se destacou na despesa média com seus magistrados: R$ 95,9 por mês, ultrapassando em mais de R$ 25 mil o segundo colocado, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), cujo gasto mensal com magistrados ficou em R$ 70,6 mil.

Os gastos da Justiça com recursos humanos têm se mantido entre 88 e 89% desde 2010. Apenas os tribunais Superiores e os Eleitorais conseguiram reduzir as despesas com pessoal. A redução, entretanto, é de apenas 1% em cada segmento.

Justiça mais cara

Pelo menos desde 2015, o alto custo do Poder Judiciário para o país é alvo de críticas. Um estudo realizado pelo pesquisador Luciano Da Ros, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apontou que o Brasil é um dos países que mais gasta com a Justiça em relação ao seu PIB. “O orçamento destinado ao Poder Judiciário brasileiro é muito provavelmente o mais alto por habitante dentre todos países federais do hemisfério ocidental”, afirma o estudo, que também aponta que os únicos países, à época, que chegavam perto do percentual – que era de 1,3% em 2015 – tinham populações bem menores que a brasileira, como El Salvador (1,35%). continuar lendo

Excelente Sr. Adonai. Contra fatos matemáticos não há argumento. O corporativismo é um mal, a idéia muito brasileira do "deixa prá lá", o enaltecimento de certas profissões até com uma certa subserviência precisa acabar. Quando trabalhava e algum paciente agradecia muito reverenciando meu trabalho ficava chateada porque em verdade eu era exceção e não a regra. Servidor Público é uma denominação que se explica por si mesma, não deveria conter nenhuma pompa e circunstância. continuar lendo

Juizes marajás? Onde? Marajás mesmo são Advogados que cobram milhões dos ladrões de colarinho branco para defendê-los, parecendo à sociedade uma verdadeira conivência com os criminosos... Será que Advogados, e não são poucos que sequer conseguem passar na primeira fase de concurso para a Magistratura seriam , se aprovados, tão vocacionados assim? Duvido... Advogados que mais parecem chefes de malfeitores, se acham acima do bem e do mal. Não é o fato de ser servidor público que se lhe impõe o dever de caridade. O Juiz, deve ser bem remunerado... Será que, para isso se preparou, ele não é milagreiro... continuar lendo

nada justifica tantos penduricalhos...

Ganho dos Juízes:

é muita mamata...não é muita putaria para com o povo Brasileiro...

salário no patamar de R$ 35.000,00 +
auxílio moradia
auxilio paletó
auxilio saúde
auxílio alimentação
auxílio educação
auxílio psicológico quando o juiz se divorcia
e ainda o juiz recebe se ultrapassada a cota de sentenças estipulada pelo CNJ.

Por isso temos o Judiciário mais caro do MUNDO, e uma justiça inflada e ineficiente ainda por cima! continuar lendo

Juizes NÃO têm salário de 35.000. O maior vencimento é dos ministros do STF e daí para baixo o "salário" vai decrescendo dentro de limites legais. Todos têm por lei o auxílio moradia, mas os demais que estão listados acima NÃO existem. Os comentários deveriam, penso eu, conter informações corretas e não "fakes". continuar lendo

Joel Geishofer

Não fala besteira e não seja leviano, todos os auxílios que eu listei os magistrados ganhão SIM.

não tem nada de "fake", procure se informar mais, você está totalmente por fora, não sabe nem o que está falando.

Antes de escrever tanta besteira entre no site da transparência e verifique quanto os Juízes Brasileiros ganhão a meu ver e no meu entendimento é um absurdo!!!

http://www.cnj.jus.br/transparencia/remuneracao-dos-magistrados continuar lendo

Para acabar e destruir seu argumento JOEL GEISHOFER.

https://www.em.com.br/app/noticia/política/2017/07/23/interna_politica,885996/veja-quais-as-regalias-de-magistrados-membros-do-mp-tceeal.shtml

Auxílio-moradia
Os magistrados recebem R$ 4.377,73 para gastos com moradia, independentemente de terem casa própria.

Auxílio-saúde
Possui caráter indenizatório e é pago no valor equivalente a 10% do subsídio, variando de R$ 2.612,51 a R$ 3.047,11.

Auxílio-livro
R$ 13 mil anuais para a compra de livros jurídicos e material de informática.

Auxílio-alimentação
R$ 884, além do lanche que é servido diariamente aos desembargadores.

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Férias
Juízes e desembargadores têm direito a 60 dias de férias por ano, 30 dias em cada semestre, com remuneração de 30% do salário.

Carro oficial
Cada desembargador tem à disposição, de segunda-feira a sexta-feira, um carro oficial e um motorista, para trajetos da residência ao tribunal e vice-versa ou no transporte a locais de embarque e desembarque, na origem e no destino, em viagens a serviço.

Estudo remunerado
Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Complementar 135/14 autorizam a licença remunerada para os juízes e desembargadores estudarem no exterior.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO (TCE-MG)

Salário
Os sete conselheiros e sete procuradores do Ministério Público de Contas são equiparados aos desembargadores. Dessa forma, o salário deles é de R$ 30.471,11. Os dois conselheiros substitutos têm vencimento de R$ 28.947,55.

Auxílio-moradia
Todos recebem um benefício mensal de R$ 4.377,73, independentemente de terem casa própria.

Auxílio-saúde
O equivalente a 10% do contracheque, ou seja, R$ 3.047,11 para conselheiros e procuradores e R$ 2.894,75 para os substitutos.

Auxílio-alimentação
R$ 941

Férias
São 60 dias por ano, com o acréscimo de um terço no salário em cada período de 30 dias.

Carro oficial
Há um carro oficial com motorista à disposição para os conselheiros e procuradores.

Estudo remunerado
Uma resolução autoriza a licença remunerada para conselheiros, titulares e substitutos estudarem no exterior e estabelece o pagamento de diárias de US$ 400 (cerca de R$ 1,3 mil).

MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (MPE)

Salário
Os vencimentos são calculados nos mesmos critérios dos desembargadores.

Procurador R$ 30.471,11
Promotor de entrância especial R$ 28.947,55
Promotor de segunda entrância R$ 27.500,18
Promotor de primeira entrância R$ 26.125,17
Promotor substituto R$ 26.125,17

Auxílio-moradia
Procuradores e promotores recebem R$ 4.377,73 para gastos com moradia.

Auxílio-saúde
Possui caráter indenizatório e é pago no valor equivalente a 10% do subsídio, variando de R$ 2.612,51 a R$ 3.047,11.

Auxílio-alimentação
R$ 884

Férias
São 60 dias por ano, com o acréscimo de um terço no salário em cada período.

Carro oficial
Têm direito ao carro oficial o procurador-geral de Justiça, os procuradores-gerais de Justiça adjuntos institucional, jurídico e administrativo, o ouvidor e o corregedor-geral do MP.

Estudo remunerado
A Lei 8.625/93 computa como de efetivo exercício o período em que os membros do MP estiverem participando de cursos ou seminários de aperfeiçoamento e estudos, no país ou no exterior, de duração máxima de dois anos e mediante prévia autorização do Conselho Superior do Ministério Público.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Salário
Um deputado estadual recebe a cada mês R$ 25.322,25 brutos mensais, valor que corresponde a 75% da remuneração dos parlamentares em Brasília.

Verba do paletó
Cada deputado recebe duas parcelas iguais ao salário no início e no final do mandato para ajuda de custo na compra de terno e gravata. Ao final dos quatro anos, serão R$ 50.644,50 extras.

Auxílio-moradia
São pagos mensalmente R$ 4.377,73 para ressarcimento de gastos com moradia. Só é descontado 27,5% de Imposto de Renda se o parlamentar não apresentar comprovante de despesas.

Carro oficial
Apenas o presidente da Assembleia Legislativa tem direito a carro oficial e motorista, que fica à disposição para o trajeto até o trabalho e residência e eventos em que vá representar a o poder.
Os demais deputados podem pedir ressarcimento de gastos com combustível e manutenção do veículo, até o limite de R$ 9,45 mil mensais.

CÂMARAS MUNICIPAIS

As regras no Legislativo municipal variam de acordo com o número de habitantes do município. Até mesmo a composição das câmaras depende da população, variando de 9 a 41 parlamentares – caso de Belo Horizonte.

Salário
Os vereadores recebem um percentual sobre o contracheque dos deputados estaduais. O valor oscila entre R$ 5.064,45 e R$ 16.518,12.

Verba do paletó
Em Belo Horizonte, os vereadores recebem no início e no final de cada legislatura, o corresponde a um salário líquido (R$ 12.403,88)

Carro oficial
Na capital, apenas o presidente tem um carro e motorista à disposição. Os demais vereadores têm liberados 250 litros de gasolina mensais.

Fonte: Assessoria de Imprensa dos órgãos, LC 35/79, LC 59/01, LC 75/93, Lei 8.625/93, resoluções 758/14, 777/14 e 782/14 do TJMG, resoluções 13/06, 133/11 e 199/14 do CNJ continuar lendo

https://www.youtube.com/watch?v=qkiXcTp7lJk continuar lendo

E os deputados e senadores, ou seja, o poder legislativo com mais de 600 membros, que não gerar qualquer renda, ao contrário do judiciário, voce pode me informar, Adonai? Isto sem lembrar de aposentadoria ao termino de dois mandatos, aos contrário dos juizes que trabalham, pelo menos, trinta anos..... continuar lendo

Zuleica Ramos de Morais

O legislativo, executivo e o judiciário, não produzem nada para a nação, produção esta na qual me refiro geração de riquezas, estas são produzidas por empresários, produtores etc...

o funcionalismo público recebe sim, super salários, comparados com a realidade econômica do brasil e a realidade da iniciativa privada particular.

este pais está totalmente as avessas, jamais a iniciativa pública pode ganhar mais que a iniciativa particular, sob pena, da insustentabilidade do estado... ex: GRÉCIA

o que eu falei em meus comentários é que sou contra (super salários), contra a farra com o dinheiro público... e esta pouca vergonha com o dinheiro público.

Excesso de funcionários públicos e ineficiência

O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.

a) Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha de pagamento. Os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil. Porém, se somarmos os contratos temporais, a cifra superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.

b) Esses funcionários públicos ganhavam, em média, 1.350 euros mensais, um valor 50% maior que o salário médio do setor privado. Mas o relevante é que os ganhos reais dos funcionários públicos eram muito maiores: além de receberem dois salários extras anuais, recebiam também bônus e remunerações adicionais por coisas triviais, como chegar ao trabalho no horário certo, apresentar-se corretamente vestido, usar o computador ou falar outros idiomas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um adicional por "trabalharem ao ar livre".

c) Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber, em média, mais de 70 mil euros por ano, enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.

d) Adicionalmente, também havia uma pensão vitalícia de 1.000 euros mensais para as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.

e) A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de PISA que mensuram a qualidade educativa. No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar o país entre aqueles que têm os piores níveis de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.

f) Outro dado curioso é que a saúde pública grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a média da União Europeia. Mas os gregos não eram mais doentes que o restante da Europa. Motivo desses gastos? Um dos muitos escândalos que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos e sanitários. continuar lendo

Zuleica Ramos de Morais

O legislativo, executivo e o judiciário, não produzem nada para a nação, produção esta na qual me refiro geração de riquezas, estas são produzidas por empresários, produtores etc...
o funcionalismo público recebe sim, super salários, comparados com a realidade econômica do brasil e a realidade da iniciativa privada particular.
este pais está totalmente as avessas, jamais a iniciativa pública pode ganhar mais que a iniciativa particular, sob pena, da insustentabilidade do estado... ex: GRÉCIA
o que eu falei em meus comentários é que sou contra (super salários), contra a farra com o dinheiro público... e esta pouca vergonha com o dinheiro público.

Excesso de funcionários públicos e ineficiência

O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.

a) Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha de pagamento. Os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil. Porém, se somarmos os contratos temporais, a cifra superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.

b) Esses funcionários públicos ganhavam, em média, 1.350 euros mensais, um valor 50% maior que o salário médio do setor privado. Mas o relevante é que os ganhos reais dos funcionários públicos eram muito maiores: além de receberem dois salários extras anuais, recebiam também bônus e remunerações adicionais por coisas triviais, como chegar ao trabalho no horário certo, apresentar-se corretamente vestido, usar o computador ou falar outros idiomas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um adicional por "trabalharem ao ar livre".

c) Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber, em média, mais de 70 mil euros por ano, enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.

d) Adicionalmente, também havia uma pensão vitalícia de 1.000 euros mensais para as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.

e) A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de PISA que mensuram a qualidade educativa. No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar o país entre aqueles que têm os piores níveis de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.

f) Outro dado curioso é que a saúde pública grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a média da União Europeia. Mas os gregos não eram mais doentes que o restante da Europa. Motivo desses gastos? Um dos muitos escândalos que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos e sanitários. continuar lendo

Zuleica Ramos de Morais

O legislativo, executivo e o judiciário, não produzem nada para a nação, produção esta na qual me refiro geração de riquezas, estas são produzidas por empresários, produtores etc...
o funcionalismo público recebe sim, super salários, comparados com a realidade econômica do brasil e a realidade da iniciativa privada particular.
este pais está totalmente as avessas, jamais a iniciativa pública pode ganhar mais que a iniciativa particular, sob pena, da insustentabilidade do estado... ex: GRÉCIA
o que eu falei em meus comentários é que sou contra (super salários), contra a farra com o dinheiro público... e esta pouca vergonha com o dinheiro público.

Excesso de funcionários públicos e ineficiência
O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.

a) Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha de pagamento. Os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil. Porém, se somarmos os contratos temporais, a cifra superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.
b) Esses funcionários públicos ganhavam, em média, 1.350 euros mensais, um valor 50% maior que o salário médio do setor privado. Mas o relevante é que os ganhos reais dos funcionários públicos eram muito maiores: além de receberem dois salários extras anuais, recebiam também bônus e remunerações adicionais por coisas triviais, como chegar ao trabalho no horário certo, apresentar-se corretamente vestido, usar o computador ou falar outros idiomas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um adicional por "trabalharem ao ar livre".
c) Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber, em média, mais de 70 mil euros por ano, enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.
d) Adicionalmente, também havia uma pensão vitalícia de 1.000 euros mensais para as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.
e) A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de PISA que mensuram a qualidade educativa. No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar o país entre aqueles que têm os piores níveis de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.
f) Outro dado curioso é que a saúde pública grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a média da União Europeia. Mas os gregos não eram mais doentes que o restante da Europa. Motivo desses gastos? Um dos muitos escândalos que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos e sanitários. continuar lendo

Não estamos na Grecia antiga nem na Europa. Estamos aqui e vivendo o agora. Caso não saiba, o Judiciário GERA receita, sim senhor, na forma das custas e demais penduricalhos - para nos mantermos na terminologia -. Portanto, os demais poderes não geram receitas e criam leis esdruxulas para se protegerem. Acha legal, bonito e aceitável, ex-predidentes terem direito LEGAL a carro, segurança, assessores e outros que tais por conta do erário público. Vamos viver o aqui e o agora. continuar lendo

Zuleica Ramos de Morais

Acho que você não leu o que eu acabei de escrever em meu comentário!

Repetindo sou contra "super salários" e "farra com o dinheiro público"...

é obvio que sou contra qualquer tipo de mordomia seja para politico, juiz, promotor, delegado etc...

quanto a Grécia foi citada como exemplo

leia antes de tecer comentário...

acho que agora me fiz entender continuar lendo

Temos também, os Advogados mais salafrário mundo... nunca se viu tantos deles fraudando, mentindo, levando seus clientes a aventuras jurídicas, e tantas outras desgraças... Todo mundo, especialmente os Advogados de bico empinado, de paletó e gravata, esbanjando arrogância, e ao fim deixa transparecer sua falta de capacidade, mas cobram caro de seus humildes clientes ,,, se cada um cuidar de seus interesses, sem se preocupar o direitos dos outros, o mundo andaria bem melhor. Dizer de corporativismo, existe maior que a dos Advogados.... continuar lendo